terça-feira, 23 de março de 2010

Morrendo pela boca.
Tem comentarista que não aprende. Não falo dos erros a que está sujeito quem participa de uma transmissão ao vivo, mas de opiniões que viram sinônimos de arrogância e funcionam como tiro no pé. Quando se trata de futebol, certas coisas jamais devem ser ditas, porque o risco de se cair no ridículo é enorme. Na partida contra a Argentina pelas eliminatórias da Copa, disputada em setembro do ano passado, o Brasil jogava bem, ganhava de dois a zero e Paulo César Vasconcellos (que é um dos melhores) comentava no SporTV. Até que o lateral argentino dominou a bola na meia-direita e o Paulo Cesar lascou, cheio de estilo: “Repare como o sistema defensivo da seleção brasileira não permite nenhum tipo de jogada mais aguda por parte do ataque argentino.” Dito isso, o lateral empurrou a bola para Dátolo, que dominou na entrada da área e mandou uma cacetada no canto esquerdo do Júlio César. Gol. Paulo César Vasconcellos se fez de morto. Nenhuma palavra. Sorte dele que, logo depois, Kaká enfiou aquela bola e Luís Fabiano fez o terceiro. Aí o comentarista voltou ao ar, todo pimpão, pra deitar falação sobre a precisão do Kaká, a categoria do Luís Fabiano etc.

2 comentários:

  1. Como diria minha mãe, Dona Vera (O Melhor bife acebolado de SP). "A Língua é o chicote do corpo". Quem manda falar demais? Dá nisso.
    Roger Fernandes

    ResponderExcluir
  2. Sempre achei que "comentar" não significa "Adivinhar", por isso continuo achando de Comentarista tem que abrir a boca depois do lance ter acontecido e não antes. Tô certo professor?

    Marcus Weber

    ResponderExcluir