quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Eleições e primeira divisão. 
São Caetano do Sul é uma cidade com pouco mais de cento e cinquenta mil habitantes. Não tem emissora de tevê com programação própria. Não tem, pelo menos que eu saiba, rádio local. Daí que a campanha eleitoral acontece toda nas vias públicas, com carros de som o dia inteiro em nossos ouvidos e dezenas de cavaletes espalhados pelas ruas, o que transforma a ida de casa para o trabalho – trajeto que faço a pé, em menos de dez minutos – numa ingrata corrida de obstáculos. 
Um desses cavaletes traz o candidato a vereador Cabo Dias, que lembra Mr. Bean e usa um slogan genial: Cabo Dias. Dias melhores virão. Outro candidato a vereador tem o poético nome de Flávio Bochetti. O número do Bochetti é 11.111, e o slogan vai na mosca: Só tem um. Se eu fosse redator da campanha, proporia algo mais agressivo: Vote Bochetti. O vereador que jamais será pego com a boca na botija. 
Mas esse é um blog sobre futebol e, além da acirrada disputa entre os dois candidatos principais à prefeitura, outro assunto que tem apaixonado a cidade é a possibilidade concreta do São Caetano voltar à primeira divisão. O Vitória está praticamente garantido, o Criciúma está muito bem encaminhado e a briga pelas duas últimas vagas segue bonita, com Goiás, São Caetano, Atlético Paranaense e Joinville na parada. 
Eu e o palmeirense Kride, recém-chegado de uma biboca na Vila Mariana para um amplo três quartos com vista para a linha do trem, estamos planejando uma ida ao Anacleto Campanella, a fim de prestigiar a equipe da cidade onde ganhamos o pão nosso de cada dia. 
Pra não entrar no jogo inteiramente cru, dei uma espiada na vitória sobre o CRB, no último sábado. Temos um atacante perigoso, o Danielzinho. Somália é o centroavante. Eli Sabiá toma conta da nossa área com zelo e vigor. E o maestro do time, toques precisos e cabeça erguida no melhor estilo Falcão, é o incompreendido Moradei, amparado por seu fiel escudeiro Augusto Recife. Dois monstros no meio-campo. 
Como faltam apenas doze rodadas, eu e Kride temos seis chances – os seis jogos em casa – para cumprir a penitência. Aguardem. Depois eu conto aqui como foi.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Agora sim, o Fluminense é líder de verdade. 
Até ontem, toda vez que alguém olhava a ponta da tabela do Brasileirão tinha que dar um desconto, por causa do bendito jogo adiado entre Atlético Mineiro e Flamengo. Quando o Atlético era líder, o comentário a ser feito era esse: o Atlético é líder e ainda tem um jogo por fazer. Quando o Fluminense ultrapassou o Galo, sempre vinha a ressalva: sim, o Flu é líder, mas se o Atlético ganhar do Flamengo recupera a liderança. Depois desse fim de semana, com o Fluminense chegando a cinquenta e seis pontos e o Atlético a cinquenta e dois, o tricolor sai da vigésima-sexta rodada na condição de líder incontestável do Campeonato Brasileiro, situação que vai continuar mesmo que o Atlético vença o Flamengo depois de amanhã – o que deve acontecer. Futebol é futebol, o Flamengo está um pouco mais animadinho, mas é óbvio que o Galo é o favorito. 
Tenho gostado de ver o Atlético Mineiro jogar, sobretudo lá no Independência. O estádio é apertado, os adversários sentem o bafo da torcida no cangote, o juiz é pressionado, os caras botam uma tremenda correria e caem pra dentro. É bem legal. Entretanto, continuo achando o que já disse aqui algumas vezes: não dá pra manter aquela pegada o campeonato inteiro, e o time já sentiu. Vai ser dificílimo o Atlético ficar com o título. 
O problema do Grêmio é outro. É um time firme na defesa, tem dois bons volantes (Fernando e Souza) e um contra-ataque perigoso, mas quando o jogo é quente pra valer, como foi o de ontem e como deve ser a maioria deles daqui pra frente, Elano e Zé Roberto põem meio metro de língua pra fora e precisam ser substituídos por Marquinhos e Léo Gago. Aí o time vai do vinho à tubaína, e não há quem aguente. 
Como já disse aí em cima, o Flamengo está mais animadinho, não jogou mal em nenhuma das três últimas partidas, mas não passa a menor firmeza. Diante do formidável leque de nulidades de que dispõe, o pobre-coitado do Dorival Jr. não tem muito o que fazer, a não ser adotar a tática do tentativa e erro. Foi assim que, depois de algumas rodadas como titulares absolutos, Thomas agora sequer senta no banco e Negueba quase foi parar num time da segunda divisão sem chances de subir pra primeira – castigo que eu pedi aqui no blog para ele e Wellinton, depois da derrota para o Coritiba. O cara que foi destaque na conquista da Copinha em 2011, e era visto como uma das grandes revelações da Gávea, virou troco do Cléber Santana. 
No mais, sai técnico, entra técnico, e só Marcos Assunção salva.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A entrevista do Fernandão. 
O consolidado desinteresse geral pelos jogos da seleção brasileira – quem diria! – abre espaço pra gente falar um pouco da entrevista do Fernandão, ex-atacante, ex-diretor de futebol e atual treinador do Internacional de Porto Alegre. 
Falar sobre futebol é algo que sempre permite exercícios antropológicos. Como o jogo é, acima de tudo, surpreendente, costumamos ficar contentes quando vemos nossas opiniões e palpites se confirmarem. Aquela velha história do “eu não disse?”. Até aí, tudo bem. As coisas se complicam quando passamos a torcer freneticamente por determinadas situações ou resultados, apenas para ver confirmado aquilo que defendemos. Coisas do ser humano. 
Tudo o que Fernandão falou do time do Inter, depois do empate em casa com o Sport, no último domingo, já foi dito aqui várias vezes. É um time frio, petulante e desinteressado, que a gente nunca vê jogar nem cinquenta por cento do que todos imaginam ser possível. (Ao contrário, por exemplo, do Corinthians e do Vasco no ano passado, times que jogavam bem acima de suas possibilidades.) 
Fernandão usou uma expressão que está na moda, a zona de conforto. Segundo ele, “existe muita zona de conforto no Internacional”. Não que ele esteja errado, mas é difícil compreender. Zona de conforto por quê? Porque estão num dos poucos clubes organizados do futebol brasileiro? Porque ganham muito bem e recebem em dia? Porque não há cobrança da diretoria? Porque não existe uma torcida apaixonada e que pressione? Porque já ganharam tudo e acabou a motivação? Não tem explicação. 
Nos últimos anos o Internacional vem investindo pesado e montando elencos fortes, mas a gente vê o Inter em campo e não sente a menor firmeza. A tal da zona de conforto parece que passou a fazer parte do DNA. Não sei se é o Fernandão quem vai resolver isso, mas por ter abandonado o insuportável ar blasé que impregnou o clube e por ter soltado o verbo, ele pode ter dado o primeiro passo para ajudar o Inter a voltar a ser um time de verdade, e não um grupo de escoteiros sempre alertas, obedientes e felizes com a classificação para a Libertadores.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Só no Campeonato Brasileiro acontece isso. 
Quando era técnico do São Paulo, Ricardo Gomes costumava ser acusado de jamais ter brilhado em seus trabalhos anteriores aqui, o que era verdade, e de não conhecer suficientemente o futebol brasileiro. Ricardo respondia às provocações sempre com educação e inteligência. Numa dessas vezes, depois de uma partida do São Paulo pelo Brasileirão de 2009, Ricardo Gomes tirou um sarro dos repórteres que participavam da entrevista coletiva. Para enfatizar o equilíbrio do campeonato, perguntou se alguém ali também o acusaria de não conhecer o futebol europeu – ele que vivera mais de quinze anos na Europa – e garantiu: o Brasileiro é o único campeonato do mundo em que é possível o líder jogar em casa com o lanterna e perder. Sábado, Fluminense 1 x Atlético Goianiense 2 mostrou que Ricardo Gomes tinha razão. 
Apenas para confirmar meu reconhecido pé-quente, sobretudo quando se trata de jogos do São Paulo, sábado assisti à vitória do tricolor sobre a Portuguesa. Lucas deu muito trabalho, a defesa vacilou como sempre e o jogo foi assim-assim. Mas o que importa é o seguinte: eu estava lá em frente à tevê, firme e forte, e meu irmão Mário é testemunha.
Mesmo disputando o campeonato com boa dose de desinteresse, o Corinthians não perdeu uma de suas características principais: é, disparado, o time brasileiro que mais e melhor dá botes. Sem puxar muito pela memória, lembro que Flamengo, Fluminense e São Paulo tomaram gols corintianos em saídas de bola abafadas. Na condição em que se encontra, era obrigação do Palmeiras levar isso em conta e passar noventa minutos de concentração absoluta ontem no Pacaembu. Não compartilho da opinião generalizada de que o rebaixamento palmeirense é irreversível, porque ainda falta muita coisa, mas o jogo de ontem era especial. Uma vitória no clássico poderia dar ao Palmeiras a força e a moral de que o clube tanto precisa para reagir. A imperdoável bobeira do Juninho no gol de Romarinho desestabilizou o time, que não estava jogando mal, e pôs tudo a perder. 
Uma pergunta: tá certo que o empurrão do Obina no Paulo André, no gol anulado do Valdívia, foi escandaloso, mas vocês não estão de saco cheio desse negócio de bandeirinha marcar falta o tempo inteiro? Bandeirinha está lá pra fazer três coisas: indicar quando a bola sai pela lateral, apontar se é tiro de meta ou escanteio e marcar os impedimentos que existirem. Tem nada que ficar coapitando o jogo. 
Não houve post no meio da semana passada – trabalho pra cacete aqui na agência –, mas até que o Flamengo não jogou mal de todo na derrota para o Santos. Teve, inclusive, uma grande chance de vencer a partida, mas Vágner Love meteu na trave a bola do jogo. Eram quase quarenta do segundo tempo, com zero a zero no placar. Aliás, uma das explicações para o que vem acontecendo com o time passa pela fase do Love. Senão, vejamos: desde que Dorival Jr. chegou, o Flamengo só venceu três vezes. Dois a zero no Figueirense, dois a zero no Náutico e um a zero no Vasco. Cinco gols do Vágner Love. Quando Love começou a jogar mal e sua bola parou de entrar, o time não ganhou mais de ninguém. Como já acontecera contra o Santos, o Flamengo também não foi mal ontem. Levou um gol em falha geral de marcação, mas aquela foi a única chance do Grêmio. Houve seriedade, disposição e até superioridade no jogo, contra um adversário bastante consistente. O problema é que, como bem disse o Johnny aqui na agência outro dia, não é mais hora de jogar bem e não vencer. Isso vale no início do campeonato, quando ainda tem toda água pra rolar e derrotas ou empates, com o time evoluindo, não significam muita coisa. Agora, não. Agora, é preferível jogar mal e ganhar. E a gente sabe que Flamengo é Flamengo: chega semana que vem, faz um monte de bobagens em Goiânia, toma um chocolate do Atlético Goianiense e o desespero renasce. Vamos torcer – pelo menos eu vou – pra que não.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A diferença entre o Flamengo e o Palmeiras. 
Abro o post dessa segunda lembrando um comentário antigo do Casagrande e outro, recente, do ex-lateral Jorginho. Há algum tempo ouvi o Casagrande dizer que, apesar dos títulos importantes e das vitórias inesquecíveis, a geração de Zico deixara um legado perverso para o Flamengo: qualquer molecote jeitoso que vestia a camisa do time achava que era craque. Ano passado, quando era treinador do Figueirense, Jorginho repreendeu o bom lateral-direito Bruno, hoje no Fluminense: lá na frente você faz o que quiser, mas aqui atrás trate de jogar sério. Sábado, logo nos primeiros minutos de Coritiba e Flamengo, o ataque rubro-negro construiu uma rara jogada coletiva que terminou com Negueba na cara do gol. Cheio de pose, Negueba atrasou a bola pro goleiro. No segundo tempo, depois de interceptar um ataque adversário com uma estilosa matada no peito, Wellinton foi driblar na entrada da área e o Flamengo tomou o gol que liquidou a partida. Se Negueba não enfeitasse e fizesse aquele gol no início, o Flamengo venceria? Se Wellinton não enfeitasse e desse um bico pra lateral, o Flamengo empataria? As respostas são: não e não. O Flamengo perderia aquele jogo de qualquer jeito, mas Negueba e Wellinton deveriam ser afastados e emprestados a um desses times de segunda divisão sem chances de subir. Lá eles podem brincar à vontade. 
Internacional e Fluminense fizeram mais um jogo como muitos que têm acontecido no Campeonato Brasileiro: primeiro tempo amarrado e chato, segundo tempo muito mais solto e divertido. Wellington Nem sobrou na turma. Fez toda a jogada do gol de Fred, fez outra bem parecida que só não terminou em gol por detalhe e sofreu os dois agarrões que determinaram a expulsão do lateral Nei. O Inter continua sendo aquele time que, quando a gente pensa que vai engrenar, refuga. É o Baloubet du Rouet do futebol brasileiro. 
Meu amigo Alê Santos costuma dizer que, não satisfeito em jogar feio, o Palmeiras tem o dom de fazer com que seus adversários joguem feio também. É fato. Isso aconteceu no primeiro tempo do jogo de ontem. Mas logo que o segundo tempo começou, ficou claro que o Atlético Mineiro voltara para decidir a parada e que não tinha como o time de Felipão aguentar o tranco. O Atlético tem alguns pontos muito fortes, sendo o principal deles o setor esquerdo ofensivo, com Ronaldinho e Bernard. Cheguei a ver algumas grandes partidas do Ronaldinho pelo Flamengo, mas nunca o vi atuar do jeito que deveria ser: como um maestro, arrumando o time, controlando o jogo, ditando o ritmo. No Atlético ele tem feito isso. Há uma distribuição mais equilibrada do elenco, há um grande goleiro, há uma defesa muito mais firme, há o endiabrado Bernard, não há os conhecidos encantos da Cidade Maravilhosa, mas alguma coisa me diz que nessa história toda o mérito maior é do Cuca, enquanto o demérito precisa ser dividido entre Vanderlei Luxemburgo e Joel Santana. 
O Flamengo tem sete pontos a mais e um jogo a menos que o Palmeiras, mas há uma grande diferença entre os dois. Ambos são ruins, só que o Palmeiras joga sério. Thiago Heleno ia entregando o ouro logo no início do jogo de ontem por deficiência técnica, e não por falta de responsabilidade. Leandro Amaro falhou no terceiro gol porque é fraco mesmo, e não porque foi fazer gracinha na entrada da área. Isso não serve de consolo aos amigos palmeirenses – e nem quero parecer um pessimista incorrigível em relação ao Flamengo –, mas essa diferença pode ser decisiva para ajudar na recuperação do Palmeiras e para provocar o naufrágio rubro-negro.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Os torcedores do Flamengo que não se iludam: o time está sim na briga pra não cair.
Sábado o Palmeiras foi mais uma vez beneficiado pela inconsequência de um jogador adversário. Já acontecera contra o Flamengo, quando Ibson foi tolamente expulso aos vinte e nove minutos do primeiro tempo, Barcos fez um golzinho logo depois e o time garantiu os três pontos. Na partida contra o Grêmio, o idiota da vez foi – um doce pra quem adivinhar –, claro, o Kléber, expulso com apenas dezessete minutos. Com um a mais o Palmeiras caiu pra dentro, mas perdeu muito tempo levantando bolas na área, que é a pior coisa que qualquer time pode fazer quando tem onze contra dez. O Grêmio fez o que era possível e mostrou um espírito de luta que, estranhamente, a gente só costuma ver em nossos times quando eles se veem com um a menos em campo. Além disso, jogou com uma disciplina defensiva que nunca foi o ponto forte do técnico Vanderlei Luxemburgo. Pode parecer contraditório, e é, mas a coisa funciona mais ou menos assim: o Grêmio não chega a ser um time bom, mas é um time forte. Já o Palmeiras é fraco, mas não é mais fraco do que o Náutico, o Flamengo, a Portuguesa, a Ponte Preta ou o Bahia. A pressão e a ansiedade podem custar caro. 
Faz parte da gloriosa tradição rubro-negra levar pelo menos uma goleada anual na região sul do país. Como o Flamengo vencera o Figueirense em Florianópolis e perdera para o Grêmio em Porto Alegre por apenas dois a zero, a partida contra o Inter era um jogo de cartas marcadas. E quatro a um foi muito pouco. Vou repetir o que escrevi várias vezes aqui no início do Brasileirão: a reconhecida fraqueza do elenco e a inexplicável autossuficiência de certos jogadores continuam fazendo do Flamengo um sério candidato ao rebaixamento. Apesar de todas as tentativas e dos indiscutíveis esforços de Dorival Jr., os oito pontos que separam o clube da zona fatal podem rapidamente cair para três ou quatro, e aí, junto com a ruindade generalizada e a autossuficiência de dois ou três caras que se recusam a jogar sério, também vão entrar em campo a mesma pressão e a mesma ansiedade que tanto têm atrapalhado o Palmeiras. 
Durante muito tempo, quando não havia o televisionamento maciço dos jogos como temos hoje, adquirimos o péssimo hábito de analisar as partidas ou a qualidade dos jogadores sob a ótica dos Gols do Fantástico. Nada mais enganoso. E nada mais injusto com os goleiros, que muitas vezes faziam milagres no jogo inteiro, tomavam um mísero golzinho numa bola defensável e levavam fama de frangueiros. Vejo isso acontecer, por exemplo, com o Fábio do Cruzeiro. É um dos melhores goleiros do Brasil, mas pelo menos aqui em São Paulo é tido como frangueiro. Eu não sei se os Gols do Fantástico mostraram que, no primeiro gol do Inter, apesar da falha ridícula do Ramón – como é ruim o Ramón, ave-maria! – a jogada começou numa dividida em que o autossuficiente Léo Moura entrou com pezinho de moça. Não sei se os Gols do Fantástico mostraram que, no terceiro gol do Inter, a jogada começou com uma falsa malandragem do autossuficiente Ibson, que quis bater uma falta propositalmente em cima de um adversário e acabou armando o contra-ataque. Depois vai pro banco – e olha que é preciso muito esforço para ir pro banco nesse time do Flamengo – e fica fazendo beicinho. 
Apesar de ter reclamado das falsas impressões provocadas por programas como os Gols do Fantástico, vou seguir o fluxo e cair na tentação. A única coisa que vi de Bahia e São Paulo foi o gol de Gabriel – e só vi depois que o jogo já tinha acabado, registre-se – e lembrei que, apesar da vitória do São Paulo sobre o Corinthians na semana passada, Jaime Agostini não abdicou de seu direito de esculhambar o Rhodolfo, por querer fazer o que não sabe e entupir o time de riscos. Não deu outra. Ontem ele quis sair jogando pelo meio, entregou o ouro e o São Paulo tomou o gol. Cansei de ouvir essa frase do meu pai: errar é humano, mas insistir no erro é burrice.